Por que estamos aqui e o que devemos fazer com o tempo que temos? Reflexões sobre o filme Soul, da Disney-Pixar

Capa do filme Soul, da Disney Pixar.

Uma experiência sublime de não apenas ouvir a música, mas senti-la em todo o nosso ser. Ela transporta para um lugar bem diferente”. A fala é do codiretor Kemp Powers, do filme Soul, lançado pela Disney nos últimos dias de 2020. Nos extras, ao lado do diretor, compositor da trilha e responsáveis pelo som do filme, comenta sobre o fato do protagonista Joe “entrar na zona”, como se fosse reportado para um outro plano ao sentir com corpo e alma a música que toca.

Muito tem se falado nos últimos anos sobre a questão do propósito e da busca por este momento, em que tudo flui e estamos inteiros entregues a alguma atividade. No filme, a Pixar escolheu a música como símbolo quase que palpável, o diretor Pete Docter conta que até certo momento o personagem principal seria um ator que chegaria à Broadway, mas migraram para o jazz por uma paixão anterior dos envolvidos na criação.

O fato é que quando Joe finalmente alcança seu objetivo de tocar com seus ídolos do Jazz em um show (“Eu me preparei a vida todo para esse dia”, diz em certo momento), ele morre. A interrupção do sonho o leva para outras dimensões, e isso não é um spoiler já que o acidente acontece nos primeiros 10 minutos do filme e a grande ação da narrativa se dá nesses campos de pré e pós-vida, para diálogos entre almas, mentores e criadores.

São muitas as reflexões levantadas — já sendo faladas bastante por aí, então não nos atentaremos ao enredo em si — que vão de encontro com o que trabalhamos nestes últimos três anos de atuação no Brasil, em treinamentos, desenvolvendo pessoas e discutindo valores. A pergunta chave talvez seja:

Por que estamos aqui e o que devemos fazer com o tempo que temos?

Obviamente não há uma resposta única. Para os criadores de Soul, a vida é um presente e são os pequenos momentos no dia a dia que realmente importam. “Muitas vezes achamos que paixão e determinação são coisas boas, e geralmente são, mas o lado negativo é que pode te impedir de viver e de ver os dons ao seu redor porque seu foco está numa coisa só”, diz o diretor Pete Docter.

Para além da pergunta sobre ter ou não um propósito, acreditamos na importância em estar atento, olhar para dentro e para fora, provocar reflexões, questionamentos, e continuar se movimentando, sempre.

Sobre a escolha da música como símbolo do estado flow no filme, nos causou ainda mais sintonia com a mensagem. Quem participou de algum dos nossos treinamentos deve ter ouvido a explicação da Bárbara Gola, nossa consultora, para a trilha sonora enquanto executavam algum exercício, online ou presencialmente: “Cada vez que nós ouvimos um padrão musical que é novo para os nossos ouvidos, nosso cérebro tenta fazer uma associação através de qualquer sinal visual, auditivo ou sensorial. Nós tentamos contextualizar os novos sons e, eventualmente, criamos esses links de memória entre um conjunto particular de notas e um determinado local, hora ou conjunto de eventos” (Daniel Levitin, no livro “A música no seu cérebro”)

Este artigo fez parte da Newsletter “Let It Flow”, da FLG Brasil. A cada 15 dias trazemos reflexões, provocações, informações, além de contar histórias e cases sobre nossos clientes. Para receber as próximas edições você pode se inscrever em: https://materiais.flgbrasil.com/newsletter-let-it-flow

Artigo escrito por: Juliana Gola

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